Sobre mim:
Trajetória de mais de 15 anos no 3D, atravessando indústria automotiva, moda, publicidade e games — do 3D para produção ao 3D para animação.
Começou no Centro Stile da FIAT Brasil como modelador CAS, com superfície Classe A em Autodesk Alias: rodas de produção para Línea, Punto e Strada, e o interior do conceito FCC. 3D voltado à fabricação, onde precisão de superfície é tudo.
Em seguida ampliou para 3D generalist, transitando do modelo de produção para o modelo de animação — modelagem de personagem, ambientação e cenário, animação 3D e animação sobre captura de movimento (mocap). Também atuou em moda e acessórios (Grife Merthiolate) e direção de arte (DEP2), unindo design industrial, visual e produto.
Na educação e pesquisa, foi professor de design no Senac DF e na Escola do Futuro de Goiás, e coordenou pesquisa em jogos transmídia na UFG (projeto FUNAPE).
Hoje dirige a Educartgames, desenvolvendo projetos próprios de games e mídia interativa em Unreal Engine — incluindo MEMORY (finalista Centelha 2023) e o universo Grip Race. Aqui o 3D vira tempo real: ambientação, animação, cinemática e experiência interativa.
Da modelagem de superfície para fabricação à animação e ao 3D em tempo real, a linha que conecta tudo é a mesma: forma, movimento e imagem bem construída.
Ferramentas ao longo do caminho: Autodesk Alias, Blender, Unreal Engine, Twinmotion, Vizcom e Adobe.
Resumo da experiência profissional:
Alexandre Canut — onde a superfície encontra a alma
Comecei desenhando curvas que viraram metal. No Centro Stile da FIAT, lapidei superfícies Classe A em Alias até virarem rodas de produção — Línea, Punto, Strada — e ajudei a esculpir o interior do conceito FCC. Aprendi cedo que um milímetro decide se uma linha canta ou trava.
Mas eu nunca quis morar só dentro do carro. Levei a precisão do CAS para dentro do Blender, do Unreal, do Twinmotion. Virei generalista 3D no sentido mais perigoso da palavra: o que transita entre a engenharia da forma e a liberdade da fábula. Real-time, livery interativa, render que respira em tempo real — o pixel virou meu novo barro.
E aí veio o que me move de verdade: contar histórias que são minhas. Fundei a Educartgames e abracei o que carrego no corpo — a capoeira, o Axé, a memória afro-brasileira. O Legado do Ouro: Contos de Chico Rei nasceu daí, com ginga virando mecânica e o ouro de Vila Rica virando enredo jogável. O Grip Race, universo que cultivo desde 2013. O MEMORY, finalista do Centelha. Projetos que provam que inovação não é capricho técnico — é ponto de vista.
No meio do caminho, ensinei. No Senac, na Escola do Futuro, na UFG. Porque conceito que não se transmite morre na própria genialidade.
O desafio? Sempre o mesmo e sempre novo: traduzir rigor industrial em emoção, e emoção em algo que funcione, renderize, rode e venda. Viver entre o concept e o concreto. Pensar fora da caixa sem perder a caixa de vista — porque é nela que o projeto entrega.